Hai-kai, Mario Quintana

"Rosa suntuosa e simples,
como podes estar tão vestida
e ao mesmo tempo inteiramente nua?"
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Há um pinheiro na minha varanda

Há um pinheiro na minha varanda.
Acordo, olho e me pergunto:
“Por quê?”
Estamos no Brasil. O que um pinheiro faz aqui?

Um pinheiro de verdade, não de plástico
(como foi desde que eu me lembro)
Não sou católica, não sou do Norte,
Por que comemoro essa droga de Natal?

Natal de um menino que não existiu,
Filho de uma pseudo-virgem com uma pseudo-pomba.
Por que eu tenho que trocar presentes,

Ficar feliz e comemorar o 2009° aniversário
De alguém que nunca nem nasceu?
Sou ateia. E nem meus pais, ateus, acreditam nisso.

Na nossa crença, eu digo. Não nesse feriado comercial.
Porque eles fazem questão de acordar, sorrir e dizer a maldita frase.
“Na nossa crença”? Na nossa não-crença, Maria.

O que raios esse pinheiro faz aqui?

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Ding dong dell, the pussy is in the well

"Para que Zaratustra nascesse,
Nietzsche teve de chorar.

Minhas lágrimas já se foram
E uma dor insistente de cabeça
Foi a única coisa que brotou.

Estou caindo em um abismo
No interior de minha confusa mente.
Estou apavorada,
Chegará ao fundo?

O choque com o chão de esperanças
[empedernidas
Tirará meus sentidos
Para sempre?"


Tem muito a ver com meu momento.
Estou assustada de verdade.
Na verdade, tinha vontade de postar outro poema aqui, mas prometi que o blog (e a vida) não giraria em torno de uma só pessoa.