Hai-kai, Mario Quintana

"Rosa suntuosa e simples,
como podes estar tão vestida
e ao mesmo tempo inteiramente nua?"
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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Poema-pílula

Amendoeira toda vermelha,
Os ventos vêm e as folhas
c
a
e
m
.
.
.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Há um pinheiro na minha varanda

Há um pinheiro na minha varanda.
Acordo, olho e me pergunto:
“Por quê?”
Estamos no Brasil. O que um pinheiro faz aqui?

Um pinheiro de verdade, não de plástico
(como foi desde que eu me lembro)
Não sou católica, não sou do Norte,
Por que comemoro essa droga de Natal?

Natal de um menino que não existiu,
Filho de uma pseudo-virgem com uma pseudo-pomba.
Por que eu tenho que trocar presentes,

Ficar feliz e comemorar o 2009° aniversário
De alguém que nunca nem nasceu?
Sou ateia. E nem meus pais, ateus, acreditam nisso.

Na nossa crença, eu digo. Não nesse feriado comercial.
Porque eles fazem questão de acordar, sorrir e dizer a maldita frase.
“Na nossa crença”? Na nossa não-crença, Maria.

O que raios esse pinheiro faz aqui?

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Brasil

Nenhuma terra me pertence
Como poderiam, os rios, as montanhas
"ser" de alguém?
Pertencer, pertenço eu a esta terra.
Com minhas cores, meus tons,
criados à sua imagem e semelhança.
Minha terra não é Rio, mata,
São Paulo ou Salvador.
Minha terra, que me gerou e vai me engolir,
tem o nome vermelho do sangue derramado
por toda ela.
essa terra de nome dos restos do fogo
Brasail
Brasil

domingo, 28 de outubro de 2007

Bandeira Brasileira

Hoje o dia amanheceu nas cores do Brasil.
Verde está a mata,
amarelo o sol
e muito azul o céu.

Aqui dentro já não chove mais
aquela chuva ácida e fina
que me corroeu por dentro
aos poucos.

A música alimenta o meu vício.
Os sons levam minha melancolia
embora.

Eu gosto do calor
que me invade aos poucos.

Eu gosto do Rio de Janeiro.


28/10/2007
Maria Leão



Mariana, você me questionou no poema anterior por que o Rio me parecia cinza. Não parece. No dia anterior ao que eu escrevi aquele poema, havia chovido e ficado nublado o dia inteiro.
O Rio de Janeiro, assim como Salvador, aquece o meu coração e me deixa feliz. Às vezes, da janela do ônibus, quando percebo como amo essa cidade, eu começo a chorar. Patético, mas é o mais profundo amor que me prende aqui.

sábado, 27 de outubro de 2007

Início

Para começar, não sei começar um blog...
Nem sei por que fazer um blog. Acho que é porque quero desabafar e quero que leiam.
Quero começar falando sobre Halloween.
O grupo MV Brasil está protestando contra o Halloween com frases como: "Halloween é satanismo, o Brasil é um país cristão" ou algo do gênero.
Para começar: o Brasil NÃO É um país cristão. É um país laico, ou seja, a religião é separada do Estado. Sim, o Brasil é um país em que A MAIORIA da população é cristã. Mas isso não o torna cristão.
E vamos deixar umas coisas bem claras: eu não estou fazendo apologia aos E.U.A, não sou satanista, não sou wicca, não sou pesquisadora nem católica. Também não acredito em deus, mas respeito altamente quem acredita.
Deixando de lado as considerações, o Halloween é o OPOSTO de um ritual satânico. Halloween era o ano novo céltico, os celtas acreditavam que o "véu" entre o "mundo dos mortos" e o "dos vivos" ficava tão fino que era possível de atravessá-lo e os espíritos, bons ou ruins, vinham para esse mundo e as pessoas distribuíam doces para acalmá-los e guiá-los de volta ao seu mundo.
Quanto ao fato de comemorar Halloween no Brasil ser "globalizante" ou "colonizante", quase todos nós usamos jeans e all star. Cantamos rock'n roll e comemos hambúrguer. Eu também.
O Brasil é uma colônia portuguesa. Então, doces no São Cosme e Damião ou no Halloween? Tanto faz, quanto mais, melhor.