Entardece a quarta-feira e penso que hoje mesmo era segunda.
Os dias passam em mim sem me deixar impressões duradouras.
Vida modorrenta que segue, indiferente às indiferenças e ansiedades.
O que me marca são momentos únicos, preciosos.
Alguns dias de riso, outros de choro.
Mesmo assim, misturam-se todos em minha memória confusa.
Que dia é hoje? Que dia foi ontem?
Na maior parte do tempo, não sei dizer.
Sou como a areia jogada na rebentação da praia,
Indiferente aos barcos e às marés.
Às vezes, olho o céu e me espanto:
“Que estrelas belas! Que sol forte!”
E vêm as ondas e as ondas
E me esqueço, calmamente, do resto.
Masturbação na Era Vitoriana
Há 11 anos
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